ANOS 60
Nos anos 60, Fráguas recebia, no verão, os Pendilhotos (naturais da vizinha aldeia de Pendilhe) que vinham ajudar na "cegada" do centeio.
Quase todas as noites, os finais dos trabalhos resultavam em espontâneos bailaricos ao som de um "realejo" (gaita de beiços), uma harmónica da marca alemã Hohner, modelo "Fado Portuguez" tocado com mestria por um dos ceifeiros que, ao mesmo tempo que tocava, também dançava.
Salvo nesta época, os bailaricos aconteciam, geralmente no Largo da Capela, apenas aos Domingos.
ANOS 70
Nos anos 70, alguns emigrantes ou alguns "fidalgos" começam a ter gira-discos. Com alguns discos portugueses, onde sobressaíam os do Conjunto Maria Albertina ou do Conjunto António Mafra, e alguns discos franceses, onde se destacavam os de Joe Dassin ou Dalida, faziam-se ali grandes convívios que muitas vezes redundaram em duradouros e felizes casamentos.
Um baile abrilhantado por um acordeonista era, contudo, muito mais apreciado por aqueles que ainda não se deixavam influenciar pelas "modernices". Nos anos 60 e 70, "Tostão" foi um destes músicos, muito admirado pelos Fraguenses.
Não havendo música instrumental, dançar às "modas" era também muito apreciado e participado por todos.
Cantar o Fado à desgarrada, muitas das vezes nas "vendas", aos Domingos, só com homens, depois de algum excesso de alcool, tornava-se um evento bastante apreciado pelos Fraguenses. Destacou-se nesta época o saudoso "Casaca".
Vídeos
Fráguas à Desgarrada
por Isabel Morgado - Colaboradora em França
Colaboração técnica de Stephane
Bem... e agora era bom que outros Fraguenses escrevessem sobre isto.... mãos à obra?...
A vida social em Fráguas
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