Nos anos 60, Fráguas assistiu a um forte movimento de pessoas em direcção a França, em busca de melhores condições de vida, aliás tal como nas restantes freguesias do concelho de Vila Nova de Paiva, com especial incidência na vizinha aldeia da Queiriga. Vivia-se em plena ditadura, pelo que as pessoas iam "de assalto" para o estrangeiro, em condições muito arriscadas.
A partir desta altura as terras começaram a ser "deixadas de velho" (por cultivar). A aldeia, nesta altura, não tinha ainda electricidade. Nem água canalizada. As ruas no inverno estavam completamente enlameadas. Uma cheia destruiu a única ponte que ligava Fráguas a Vale de Cavalos.
A ponte foi construída com a ajuda do povo que contribuiu com dinheiro ou dias de trabalho. Neste empreendimento destaca-se a família Amaro que dinamiza todo o processo de angariação de fundos. A mesma família, com destaque para o Professor Augusto Reis Amaro e o seu irmão Adolfo Reis Amaro, envolve-se noutros melhoramentos para a aldeia: canalização da água doméstica, electrificação, praia fluvial, entre outros.
A emigração trouxe melhor qualidade de vida aos habitantes de Fráguas. As casas começam a ser mais confortáveis. Na festa religiosa do 2º Domingo de Agosto os emigrantes mostram o seu amor à terra, contribuindo com muito dinheiro para os andores, os foguetes, a banda filarmónica, as obras da igreja paroquial, etc.
Grandes figuras, grandes pessoas, dos anos 60 e 70 deixam ainda saudade a todos aqueles que tiveram oportunidade de com eles conviverem: o Tio Abílio "Vermelho", O Tio Saúl, o Tio Toninho Malhadinhas e a sua esposa, a Tia Laurinda, etc. etc.
Fráguas - História recente
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